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Como proteger o patrimônio de crianças e adolescentes artistas?

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Filipe Oliveira

Advogado(a)

Imagem do artigo: Como proteger o patrimônio de crianças e adolescentes artistas?
 Você sabia que muitos artistas mirins acabam perdendo o controle sobre o dinheiro que ganham com seu trabalho?

 Isso acontece porque, na maioria dos casos, os responsáveis legais são os únicos que podem administrar os recursos financeiros dos menores de idade. Mas isso pode mudar com o projeto de lei que tramita no Congresso Nacional e que visa garantir os direitos patrimoniais das crianças e adolescentes que atuam no meio artístico. Neste artigo, vamos explicar os principais pontos do projeto de lei  3916/23, que tem como objetivo assegurar que as crianças e adolescentes artistas tenham acesso ao seu patrimônio quando atingirem a maioridade, além de prever sanções para os responsáveis legais que desrespeitarem as regras estabelecidas. 

 
O projeto de lei estabelece diretrizes para a proteção patrimonial dos menores de idade, prevendo que a maior parte do patrimônio só poderá ser usada pelos próprios artistas quando atingirem a maioridade.

O objetivo é evitar casos de exploração, abuso ou desvio dos recursos financeiros gerados pelo trabalho artístico ou esportivo das crianças e adolescentes, garantindo que eles tenham acesso ao seu patrimônio quando se tornarem adultos. 

O projeto também estabelece que pelo menos 70% do patrimônio das crianças e adolescentes artistas seja depositado em uma conta bancária bloqueada, que só poderá ser movimentada pelos próprios titulares quando completarem 18 anos. Os outros 30% poderão ser usados para custear as despesas relacionadas ao trabalho artístico ou esportivo, como educação, saúde, alimentação, transporte, vestuário e equipamentos.

O projeto de lei ainda prevê sanções administrativas e penais para os responsáveis legais que descumprirem as normas estabelecidas, podendo perder a guarda ou a tutela das crianças e adolescentes, além de responder por crimes como apropriação indébita, estelionato ou lavagem de dinheiro.

O projeto de lei tem como principais pontos:

- A criação de um fundo patrimonial para as crianças e adolescentes artistas, que será administrado por um curador nomeado pela justiça, e que só poderá ser acessado pelos beneficiários quando atingirem a maioridade ou emancipação;

- A obrigatoriedade de um contrato de trabalho entre os responsáveis legais e as crianças e adolescentes artistas, que deverá conter cláusulas sobre a remuneração, a jornada, as condições de trabalho, os direitos autorais e a formação educacional dos menores;

- A previsão de sanções civis e criminais para os responsáveis legais que descumprirem as normas estabelecidas, que podem variar desde multas até a perda do poder familiar.

Esses pontos demonstram que o projeto de lei tem como objetivo garantir que as crianças e adolescentes artistas sejam respeitados como profissionais, e que possam usufruir dos frutos do seu trabalho quando atingirem a idade adulta. 

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