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Dubbio

Tríade do Fracasso

3 min de leitura
Imagem do artigo: Tríade do Fracasso
           Mas, então, o que seria a "Tríade do Fracasso"? Porquê falar de conflito, quando a ilustração acima nos remete um ambiente alegre e descontraído? É saudável confiar 100% em quem ocupa cargo de grande importância dentro de uma companhia? Se isso lhe parece ambíguo, leia até o final.
          Hoje trago à reflexão, sobretudo, de grandes líderes, o mais nefasto fenômeno corporativo que uma empresa pode sofrer. Um evento silencioso que habita, sobretudo, àquelas companhias que ainda não ultrapassaram a linha de maturação financeira, e o ponto de equilíbrio nos mercados onde atuam. Esse mal tem um nome, e sim, se chama C O N F I A N Ç A!
          Mormente tratada de modo a romantizar e regular relações diversas, a confiança da qual tratamos aqui deve ser interpretada à luz da filosofia e, portanto, considerada sua propriedade de relativização.
          Corporativamente falando, o "eu empreendedor" destarte considerar a importante necessidade de alocar notável mão-de-obra nos postos estratégicos de um negócio, neste instante, confunde o conceito de capacidade e competência, conferindo à confiança, um valor intrínseco ao cargo e não à pessoa. Esse é o grande erro.
          Tomando como base a pirâmide social, sabemos que as decisões são tomadas no topo, contudo, suas referências surgem na base, ou pelo menos, assim que deveria ser. Isso porque é nessa camada que são mais facilmente notadas as necessidades, mudanças e tendências em um negócio.
          Sei que isso vai incomodar muitos líderes, visto os modelos de gestão adotados por suas organizações. Minha orientação, é: permitam um canal de comunicação onde subordinados não imediatos possam lhes participar inconformidades identificadas, já reportadas ao seu superior e, não corrigidas. Por exemplo: Um gerente reporta inconformidades recorrentes, ao diretor, e percebe que este a negligencia.
          Considerando o modelo de gestão, o respeito ético à hierarquia e, sabendo que a negligência de diretor resulta mês a mês em perdas de toda ordem para a companhia em que trabalham, inclusive, tendo refletido em seus resultados a consequência daquela inconformidade; poderia/deveria o gerente dar ciência do referido fato ao CEO?
         
Percebam que há uma profusão de valores envolvidos nesse contexto (respeito, ética, disciplina, discernimento, inteligência emocional, senso de responsabilidade) tudo isso, por conta da famigerada C O N F I A N Ç A que, como referido anteriormente, fora depositada no cargo, quando na verdade a pessoa (colaborador) é quem deveria ser digna ou não de sua custódia.
          Nesse instante, só consigo lembrar de nossos anjos, analistas e coordenadores de Recursos Humanos, então, percebo que nossos fundamentais colegas de desenvolvimento profissional podem estar em qualquer lugar mas, com certeza, o único lugar que não estão é nessa contratação. Aliás, aproveito essa oportunidade para saudar os colegas e enaltecer sua importância, sobretudo, para a economia do País. 

Carlos Barretto
Jurista, Psicanalista,  Neuropesquisador.

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