Quando o Judiciário fecha os olhos para o racismo
A 5ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu um servidor público acusado de injúria racial por um comentário desdenhoso sobre o cabelo crespo de uma advogada negra, considerando que não houve dolo. O artigo destaca que essa decisão ignora as raízes históricas do racismo e transfere à vítima a responsabilidade de provar a intenção do agressor. A autora, Meire de Andrade Alves, enfatiza que o racismo não precisa ser explícito para ser reconhecido e critica a banalização do tema pelo Judiciário, que deve assumir a responsabilidade de combater essas violências. A luta contra o racismo requer reconhecimento e uma interpretação mais sensível do contexto social e histórico.
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