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Lei que amplia folga para exames preventivos impõe desafios às empresas

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LUCAS PEÇANHA

Advogado(a)

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A ampliação da ausência remunerada para exames preventivos representa um avanço relevante na proteção à saúde do trabalhador. A possibilidade de até três dias de afastamento por ano, sem prejuízo salarial, reforça um direito que, apesar de previsto, ainda encontrava obstáculos na prática e, muitas vezes, não era plenamente exercido. 

Na rotina, muitos profissionais acabam adiando consultas e exames por receio de descontos ou dificuldade de liberação. Com a nova regra, a tendência é reduzir esse comportamento, criando condições mais seguras para o cuidado contínuo com a saúde e incentivando uma postura mais preventiva.

A implementação da medida, no entanto, exige atenção a aspectos operacionais. A definição de critérios para comprovação da ausência e a delimitação dos procedimentos contemplados podem gerar interpretações distintas, demandando equilíbrio para evitar entraves ao exercício do direito e eventuais conflitos no ambiente de trabalho. A mudança não se limita ao aspecto legal. 

Ao incentivar a prevenção, contribui para uma relação mais equilibrada entre trabalho e saúde. O impacto tende a ser percebido no médio prazo, com trabalhadores mais atentos ao próprio bem-estar e ambientes mais preparados para lidar com essa demanda.

Mais do que uma obrigação formal, trata-se de incorporar um novo olhar sobre a rotina profissional, em que o cuidado com a saúde deixa de ser exceção e passa a integrar o cotidiano de forma mais consistente.

*Advogado Trabalhista Com Atuação em Rescisão Indireta do Contrato de Trabalho


 

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