
O contrato de trabalho intermitente e a precarização do trabalho no Brasil pós-Reforma Trabalhista
O artigo analisa o contrato de trabalho intermitente introduzido pela Reforma Trabalhista no Brasil, argumentando que ele não promoveu a inclusão formal, mas sim a precarização do trabalho. Baseando-se no conceito de 'precariado', o texto destaca que essa modalidade transferiu o risco da atividade econômica para o trabalhador, enfraquecendo garantias trabalhistas. Dados estatísticos mostram que os contratos intermitentes representam uma fração mínima das admissões formais e que muitos trabalhadores recebem abaixo do salário mínimo. O autor conclui que, para que o contrato intermitente seja compatível com a dignidade do trabalho, é necessário reestruturá-lo com parâmetros mais rigorosos, semelhantes aos adotados na Europa.
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