Mas, afinal, o que é um falso advogado?
Basicamente, é uma pessoa que se passa por advogado ou representante de escritório jurídico com o objetivo de obter vantagens indevidas, geralmente por meio da arrecadação de dinheiro ou obtenção de dados pessoais e bancários da vítima.
Uma dúvida comum é: como os golpistas conseguem acesso aos dados das vítimas?
Existem diversos meios para obtenção dessas informações, especialmente porque atualmente o acesso à informação se tornou muito mais amplo. Em alguns casos específicos, os golpistas conseguem acessar informações relacionadas ao processo judicial da vítima.
Isso acontece porque determinados processos possuem caráter público, permitindo acesso a dados processuais que podem ser utilizados de forma indevida por terceiros.
Com essas informações, os criminosos entram em contato com a vítima e utilizam linguagem jurídica para transmitir credibilidade.
Há relatos também de situações em que profissionais com acesso aos sistemas judiciais acabam participando de esquemas ilícitos, utilizando ferramentas como sistemas processuais eletrônicos — como DCP, PJe, eproc, entre outros — para facilitar a obtenção de informações. No entanto, é importante destacar que tais condutas, quando comprovadas, configuram infrações éticas e crimes previstos em lei.
Diante desse cenário, surge a pergunta: como se proteger?
- Sempre confirmar qualquer informação diretamente com o escritório ou com o advogado responsável pelo processo; Entrar em contato utilizando exclusivamente os canais previamente fornecidos pelo advogado;
- Quando houver dúvida, priorizar o comparecimento presencial ao escritório para confirmar solicitações;
- Nunca fornecer dados pessoais sensíveis, senhas bancárias ou códigos de autenticação;
- Não realizar pagamentos sem confirmação prévia e segura;
- Manter um princípio básico de cautela: se parecer bom demais ou gerar urgência excessiva, desconfie.
Conclui-se que o golpe do falso advogado tem se tornado cada vez mais sofisticado, exigindo maior atenção dos cidadãos e cuidados na comunicação com profissionais jurídicos. A prevenção, a verificação das informações e o contato direto com o advogado continuam sendo as formas mais seguras de evitar prejuízos.
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