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PROPOSTA DE TRABALHO VIRTUAL COMO RENDA EXTRA. NOVA MODALIDADE DE GOLPE VIRTUAL . COMO AGIR PARA BUSCA DOS SEUS DIREITOS

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MAXSUEL GOMES

Advogado(a)

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Tudo começa geralmente assim: Surge uma proposta via aplicativo WhatsApp ou outra rede social de uma pessoa, a qual se identifica como
colaboradora de uma grande rede varejista, como por exemplo, a amazon ou shopee, esta última conhecida plataforma de vendas de produtos na internet, sendo que nessa oportunidade essa pessoa começa a ofertar o que seria um trabalho em tempo parcial "para ganhar dinheiro",
especificando que se trata de um serviço diário com início a partir das 10h30 de toda
manhã. Para isso será preciso que o cliente se cadastrasse em link específico para iniciar no novo trabalho.

Acreditando está se cadastrando em um ambiente seguro e confiável, muitas vezes em virtude da própria interface da plataforma rememorar e usar o nome de grandes redes, o cliente efetiva seu cadastro e dá início ao até então trabalho extra. O serviço funciona da
seguinte forma: para ter direito a uma comissão pelos serviços prestados, a cliente tem que completar tarefas, pegando ordens na plataforma, completando os pedidos, devendo aguardar que o suposto comerciante devolva os valores e o comissione para que só então, enfim, saque sua comissão através de uma transferência via pix. Tudo isso sendo orientado integralmente por pessoa que seria uma espécie de instrutor para o trabalho, isso porque é alertado que seria proibido operar o sistema sozinho.

A partir de então, iniciam-se novas tarefas, quando sempre será necessário o cliente depositar mais dinheiro para cumprir as ordens de pedidos, cada vez mais caros, e consequentemente poder sacar os supostos lucros. Ocorrer que quando é para completar a alegada última tarefa,  na qual desbloquearia os lucros já atingidos, o valor pedido comumente é extremamente excessivo, visto que todas as economias do dito cliente já estarem saturadas, não restando condições financeiras de manter os pedidos, resultando na impossibilidade de sacar os valores acumulados sob a mesma alegativa de que é necessário mais conclusões de pedidos. Desesperada, o pretenso cliente busca ajuda jurídica, momento em que é orientado que provavelmente sofrera um golpe virtual.

Em casos desta senda, a primeira ação imediata é a busca de orientação jurídica especializada, para que assim sejam acionados os meios judiciais necessários para a restituição dos valores pagos indevidamente, através de bloqueio de contas bancárias, penhora de bens, e até mesmo a pretensão indenizatória em face dos falsários. 

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