Sobretudo, os alimentos devem proporcionar uma vida digna. Tanto a quem os recebe (alimentando), quanto a quem os presta (alimentante).
Afinal, nem quem precisa é inferior, nem quem presta é superior.
Os princípios que norteiam a prestação alimentícia são, principalmente:
- dignidade da pessoa humana; e
- solidariedade familiar.
OBJETIVO DA PENSÃO ALIMENTÍCIA
Em resumo. "alimentos" visam atender às necessidades vitais daquele que deles precisa, tais como:
- alimentação
- saúde
- moradia
- vestuário
- lazer
- educação
QUANDO PRESTAR ALIMENTOS
Precipuamente a lei estabelece os pressupostos para o dever de prestar alimentos, que são:
1. vínculo de parentesco, casamento ou união estável, inclusive homoafetiva;
2. necessidade do alimentando;
3. possibilidade do alimentante ou provedor.
REQUISITOS FUNDAMENTAIS DA PENSÃO ALIMENTÍCIA
Acima de tudo a fixação do valor deve atender ao trinômio alimentar:
- proporcionalidade - necessidade - possibilidade.
ALIMENTOS PARA FILHOS MENORES. VALOR DA PENSÃO ALIMENTÍCIA.
No que tange aos filhos, os cônjuges separados devem, decerto, contribuir na manutenção da prole na proporção de seus recursos.
É comum pensar-se que os alimentos serão fixados em 1/3 (um terço) ou 30% (trinta por cento) dos rendimentos do alimentante.
Contudo este valor não consta na lei e, portanto, não é de forma alguma obrigatório.
Assim, o valor devido deve ser estipulado caso a caso. Para fixá-lo observa-se o trinômio proporcionalidade-necessidade-possibilidade.
ALIMENTOS PARA EX-CÔNJUGE OU EX-COMPANHEIRO
Antigamente tinha-se a ideia de que alimentos na prestação entre ex-cônjuges deveria visar a manutenção do estilo de vida da pessoa que os pedia.
Contudo, não é mais assim.
Uma vez que a proporcionalidade foi elevada ao grau de requisito fundamental o posicionamento foi revisto.
Portanto, o Judiciário não mais tem admitido que o ex-cônjuge deva prestar alimentos ao outro, quando este tiver condições para trabalhar e manter-se.
Logo, alimentos entre ex-cônjuges ou ex-companheiros, agora, tem caráter excepcional. Ou seja, aquele que tiver condições de fazê-lo deve trabalhar e buscar seu sustento por esforço próprio.
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