Em uma era onde estamos rodeados de tecnologias e inovações, muito se ouve falar sobre startups. Porém, para alguém que pouco, entende torna-se um pouco difícil compreender o que é startup e como funciona. Apesar disso, não é um bicho de sete cabeças, nem um código criptografado. Vou resumir alguns aspectos e características para facilitar o entendimento.

Conceito

Primeiro, precisa-se entender o que é startup. Seu conceito é uma empresa em sua fase inicial que desenvolve produtos ou serviços inovadores com um alto potencial de receptividade no mercado e rápido crescimento.

Para facilitar o entendimento, muitas dessas empresas desenvolvem os aplicativos que utilizamos em nosso dia a dia, como por exemplo: 99taxi, Cabify, entre outros.

As características de uma Startup são inovação, escalabilidade, repetibilidade, flexibilidade e rapidez.

Escalabilidade

Um ponto interessante que vale a pena destacar é que as startups podem produzir de forma repetível e escalável. Explicando melhor: para que uma empresa atenda uma demanda de dez clientes, provavelmente ela terá que ter vinte colaboradores; se ela dobrar de clientes, terá que dobrar de colaboradores; isso é um exemplo claro de algo não repetível ou escalável. Agora uma empresa que venda Software as Service (SaaS), consegue entregar o mesmo serviço para dez ou vinte empresas sem a necessidade de dobrar o número de colaboradores.

Expressões comuns

Ainda para se entender melhor o que é startup, também precisa-se entender mais sobre algumas palavras que são comuns em uma.

BOOTSTRAPPING: é quando o empreendedor tira investimento do próprio bolso para investir na empresa, sem buscar recursos de terceiros ou financiamentos bancários.

INVESTIDOR ANJO: é uma pessoa física que decide investir em uma startup em sua fase inicial, aplicando seu próprio capital, geralmente quando vê a possibilidade de alto potencial de crescimento e de retorno, além disso investe seus conhecimentos, técnicas, experiência e sua rede de relacionamentos, e apoia o empreendedor.

CAPITAL SEMENTE: geralmente acontece em empresas que ainda não alcançaram o sucesso esperado, mas que já tem algum faturamento. Esse capital visa apoiar a startup em sua fase de implementação e organização operacional.

INCUBADORAS: exerce uma função parecida com aquelas dos hospitais. Ela tem como propósito a criação e desenvolvimento de uma pequena ou microempresa, dando-lhes o suporte em suas fases iniciais, na modelagem básica de negócios, e ao acesso de recursos que essa empresa incubada não teria.

VENTURE CAPITAL: são investimentos utilizados para apoiar os negócios através da compra de participação acionária nos negócios, regra geral minoritária. O risco se dá pela aposta em empresas cujo potencial de valorização é elevado e o retorno esperado é idêntico ao risco que os investidores querem correr.

VENTURE BUILDING: O modelo mescla características das incubadoras, aceleradoras e venture capital, sendo que fornece todo o planejamento estratégico, a captação de recursos financeiros e humanos e estrutura física. Neste modelo o objetivo não é somente a criação de um produto, mas a construção de um negócio.