Não são raras as pessoas que ao realizarem uma compra na internet se frustam haja vista a péssima qualidade do serviço oferecido nesses meios. Ocorre que, independente de muitas frustrações o comércio eletrônico vem se expandido significativamente no nosso país, motivo pelo qual fez-se necessário maiores discussões referentes às proteções devidas aos consumidores.

Não se pode negar que o consumo realizado pela internet tem suas peculiaridades, sendo necessário maiores cuidados, como, por exemplo, verificar a procedência do site em que se realizou a compra. De qualquer modo, independente de onde seja realizada a compra, o efetivo pagamento da mercadoria se torna nada mais que um "acordo de vontades que tem por fim criar, modificar ou extinguir direitos". Isso mesmo, ao realizar o pagamento de uma compra na internet, se está, também, efetivando um contrato que gerará obrigações mútuas entre o comprador e o fornecedor.

Deste modo, se há a realização de compra de uma simples televisão, é evidente que a contratada necessita enviar ao consumidor a marca e modelo efetivamente comprada, não podendo oferecer-lhe qualquer outra mercadoria, haja vista que no momento da contrataçâo haviam especificações que devem ser cumpridas.

Faz-se necessário, ao discorrer à respeito do Direito Eletrônico, citar o artigo 6º, III e inciso IV do Código de Defesa do Consumidor, o qual evidencia que expor qualquer propaganda enganosa ou abusiva gerará danos imediatos ao consumidor, o que frequentemente acontece. Assim, se comprovada a falha na prestação de serviço consubstanciada na não entrega do produto adquirido pelo consumidor ou até mesmo o envio de produto distinto, restará evidenciado os danos morais devidos ao consumidor.

Conclui-se, portanto, que ao realizar uma contratação virtual, em que pese muitos não tenham este conhecimento, também se está realizando um contrato, mesmo que virtual, e este possui validade jurídica e devendo ser respeitado.