Da mesma forma que ocorre na compra e venda de um bem imóvel, quando se trata da compra de automóveis e motos deve-se ter alguns cuidados durante a negociação e antes da finalização do negócio, visando-se a prevenção de problemas que possam ocorrer neste período.

Quando se trata de carros usados, a cautela do consumidor deve ser ainda maior, devendo ele inicialmente testar o carro, revisá-lo com mecânico de sua confiança e verificar todos os vícios e defeitos que aquele automóvel possa apresentar depois da compra, dificultando sua troca ou desfazimento do negócio caso não perceba antes.

Qualquer mudança nas características do automóvel, como alterações na lataria, cor e modificações no motor, devem estar devidamente homologadas no Detran, para que se comprove a situação regular do carro.

Comprar carros novos não exime o consumidor de tomar alguns cuidados também, pois mesmo veículos saídos da fábrica têm riscos de apresentar defeitos quando iniciado seu uso. Nestes casos, o consumidor conta com garantias mais rígidas, podendo recorrer à garantia de fábrica, por exemplo.

É importante que o consumidor saiba que o Código de Defesa do Consumidor ampara tanto os compradores de carros novos quanto os que compram veículos usados, estabelecendo o prazo de 90 dias para reclamações de defeitos de fácil constatação e 30 dias para que o fornecedor faça a troca caso não seja sanado o problema.

Há que se ter cautela nas compras que ocorrem entre pessoas físicas, ou seja, quando o consumidor não adquire veículo de revenda ou de empresa, pois nestes casos o Código de Defesa do Consumidor não tem abrangência, apenas o Código Civil.

Antes de finalizar o negócio, o comprador ou interessado em adquirir automóvel deve verificar a procedência do veículo, especialmente em se tratando de usados. Atitudes como verificar o número do chassi, consultar se existem infrações em aberto na placa, inspecionar se não há indícios de batidas, acidentes, peças e componentes adulterados, são essenciais para a segurança do negócio.