Nas relações de consumo, o consumidor sempre é a parte mais fraca, hipossuficiente, ainda mais quando está frente à grandes empresas, de poder e domínio nacional, seja economicamente falando, ou em termos legais.

Devido ao grande número de contratos de consumo que ocorrem todos os dias em nosso cotidiano, percebemos que o consumidor realmente encontra-se em uma posição de menos favorecimento, estando sujeito à cair em armadilhas que o impeçam de desistir do negócio celebrado, seja através do telefone, internet ou mesmo pessoalmente.

A maior parte das empresas com quem se estabelece esta relação de consumo se utiliza de contratos de adesão para prender o consumidor à sua oferta por longos períodos, impossibilitando o cancelamento de serviços contratados para telefonia móvel, internet, tv por assinatura, planos de saúde e tantos outros que utilizamos diariamente.

Contratos de adesão são aqueles onde o consumidor não pode participar da formação das cláusulas que o compõe, não pode solicitar a mudança nem a remoção de termos, pois se tratam de formas pré-prontas, utilizadas para todos os consumidores da mesma maneira, prevendo multas, condições abusivas muitas vezes e todos os parâmetros da contratação em questão.

Por não saber como proceder, a maioria dos consumidores mantem-se adimplente com os contratos firmados, pelo tempo que as empresas fixam, sem questionar nada do que lhes é dito ou informado, até mesmo por medo das exorbitantes multas à que são submetidos.

Ocorre que estes contratos que levam o consumidor ao erro podem ser revistos, seja através de advogado particular, seja através do Procon de sua cidade, ou ainda, administrativamente, com o consumidor entrando em contato direto com a empresa com quem contratou e questionando-a sobre as possibilidades de rescisão por conta da abusividade de alguma cláusula ou prazo, e até mesmo pela negociação da impossibilidade de efetuar corretamente os pagamentos, já que atualmente as empresas têm preferido receber em parte do que ficar sem lucro nenhum advindo do contrato que o consumidor não paga.

A melhor forma de prevenir este tipo de situação é tendo cautela ao contratar serviços de qualquer natureza, analisando as reais possibilidade de manter o contrato pelo tempo que a empresa sugere, nas condições contidas no contrato, ou optando por outra prestadora de serviços, que ofereça melhores condições para o que se quer adquirir, evitando-se transtornos futuros.

Não havendo esta possibilidade, ou ocorrendo o arrependimento após a contratação, na maior parte das vezes, ao consumidor é exigido o pagamento de multas previstas legalmente pelo cancelamento do contrato, sendo elas negociáveis ou não, dependendo do caso concreto, mas sabendo-se de sua possibilidade legal.