Segundo a literatura médica, pode se dizer que "A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.


A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família. (fonte: abraz.org.br).


Considerações acima, no ponto legal do tema em discussão a  Lei 7.713, de 22 de dezembro de 1988, oportuniza o seguinte:

"Art. 6º - Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas:

(...)

XIV - os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma;" 

Abaixo entendimento do E.TRF4 região:

EMENTA: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. PRESCRIÇÃO. PARA ABSOLUTAMENTE INCAPAZ NÃO HÁ FRUIÇÃO DE PRAZO. ISENÇÃO PORTADOR DE ALIENAÇÃO MENTAL CAUSADA PELO MAL DE ALZHEIMER. REPETIÇÃO DO INDÉBITO. CORREÇÃO MONETÁRIA. [...] 4. Não há dúvidas do acometimento de alienação mental, em razão do mal de Alzheimer, doença essa autorizadora da isenção em testilha. Comprovada a existência da doença, impõe-se a isenção do imposto de renda da pessoa portadora de moléstia grave, nos termos do art. 6º, XIV, da Lei 7.713/88. 5. É infundado o pleito de retificação da declaração de ajuste do imposto de renda, visto que se procede a execução por liquidação de sentença e a restituição mediante precatório ou requisição de pequeno valor, facultada a possibilidade de escolha pela compensação, a critério do contribuinte. (TRF4, APELREEX 5047908-48.2012.404.7000, PRIMEIRA TURMA, Relator p/ Acórdão JOEL ILAN PACIORNIK, juntado aos autos em 16/04/2015).

CONCLUSÃO: É correto afirmar que portador de ALZHEIMER é beneficiário de isenção de IRPF. Depender do caso, faz jus a repetição de indébito sobre valor indevido no prazo prescricional de cinco anos, a partir do pagamento indevido.