Trata-se de tema bastante comum em nosso cotidiano, situação em que existiu a venda de determinado imóvel, todavia, o comprador não está honrando com dito contrato.

Primeiramente, deve-se cercar as partes por meio de contrato de promessa de compra e venda de imóvel, com suas descrições e forma (s) de pagamento (s), atentando-se, principalmente, a quitação dos ditos valores para transferência da titularidade do imóvel.

Ou seja: primeiro paga, depois transfere o imóvel.

Enquanto o contrato estiver sendo cumprido, tudo bem. Contudo, ocorrendo seu inadimplemento, deve-se algumas regras jurídicas para reaver a propriedade, sendo autorizada o manejo de demanda jurídica que visa rescindir o referido contrato cumulado com reintegração de posse.

Pode ocorrer a questão de indenização por benfeitorias, que dependerá de comprovação, sendo que jurisprudência tem manifestado pela compensação na forma de aluguel ou na dispensa.

"A rescisão do contrato de promessa de compra e venda autoriza a reintegração de posse e indenização pela privação da posse em valor equivalente ao aluguel". - Circunstância dos autos em que se impõe manter a sentença. RECURSOS DESPROVIDOS. (Apelação Cível Nº 70066003963, Décima Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: João Moreno Pomar, Julgado em 26/11/2015). (TJ-RS - AC: 70066003963 RS, Relator: João Moreno Pomar, Data de Julgamento: 26/11/2015,  Décima Oitava Câmara Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 03/12/2015).

Conclusão: diante do exposto: 1- Procure advogado de sua confiança 2- Notificação extrajudicial por meio de cartório de títulos e documento, para caracterizar mora; 3- Demanda judicial que visa rescindir contrato cumulado com reintegração de posse.