O crescente pecado dos advogados de cobrar pelos seus serviços de consulta fez com que pessoas optassem por depender da sorte na assinatura de um instrumento com uma "instituição financeira". Ou seja, as pessoas assinam um "empréstimo" com uma dessas fintech's que convenientemente surgiram na pandemia prometendo dinheiro às pessoas negativadas. Os consumidores mais esclarecidos, que conhecem o conceito de spread bancário, sabem e desconfiam das promessas de dinheiro fácil e rápido. É um mantra dos bancos que é caro emprestar dinheiro no Brasil. 

O Spread é um consolidado de todos os custos que o banco tem com operação do crédito, ou seja, custos de captação dos recursos, margem de receita, custo do risco, despesas e tributos. Mas mais importante: todos os custos são calculados (sobretudo o risco) para que o pagamento da operação somente passe a ser realizado assim que o consumidor tiver na posse do valor emprestado. Conclusão: não se paga para conseguir empréstimo!

Primeiramente, deve-se saber se a instituição cortejada para tentar o empréstimo possui registro no Banco Central, pois somente após ser aprovado perante o BC é que uma instituição poderá operar como financeira, não se submetendo à Lei de Usura que tabela os empréstimo à 12% ao ano.

Segundo, obviamente, é não pagar adiantado. É uma premissa básica: quem pede empréstimo é porque não tem dinheiro de imediato! 

E terceiro, caso tenha sido vítima de um golpe, faça um boletim de ocorrência! Você deve ter assinado um "contrato de empréstimo" com essas empresas, permitindo que eventuais criminosos possuam seus dados, o que hoje em dia é muito perigoso. 

Por fim, tentamos elucidar um pouco do tema "empréstimo", de forma que o consumidor possa conhecer mais profundamente a sua operação, bem como compreender o motivo deles serem caríssimos no Brasil. Mas, caso não se sinta seguro em assinar um contrato de tal natureza, opte sempre por valer-se do serviço de um advogado especializado em Direito do Consumidor ou Bancário, que lhe auxiliará e certamente irá prevenir golpes, evitando com que você dê o pouco que tem a quem não tem nada a lhe oferecer.