As redes sociais estão cada vez mais presentes na vida das pessoas, seja para disseminar informações, compartilhar momentos ou para buscar conhecimentos profissionais. Porém, também é um lugar que pode ser muito perverso, pois passa a sensação de segurança e de “terra sem lei” para aqueles que as utilizam para cometer crimes. 

Dentre os crimes possíveis de serem cometidos dentro do ambiente virtual há o cyberbullying -  prática de bullying por meio de ambientes virtuais - no qual, os internautas agridem verbalmente, por meio de xingamentos e provocações às vítimas. A diferença entre essas duas práticas é que enquanto no bullying o constrangimento ficava restrito aos momentos de convívio dentro da escola/trabalho, no espaço virtual a impressão é que é permanentemente.  

Assim, surgem as dúvidas de como agir e o que fazer judicialmente para cessar tais agressões que podem gerar gravíssimos problemas psicológicos. Porém, normalmente quem pratica o cyberbullying esconde-se atrás de perfis falsos de redes sociais, o que pode dificultar o rastreamento, mas não é impossível.  

Então, caso a vítima de cyberbullying sentir-se afetada pelos chamados crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria) ou nos crimes de injúria racial (quando a agressão tem motivação por raça e etnia), ela está resguardada pelos artigos 138 e 140 do Código Penal brasileiro. No caso da divulgação de imagens íntimas, também uma prática de violência, sem a autorização da vítima, há o resguardo da lei por meio do artigo 218-C do Código Penal Brasileiro.

Além disso, existem mecanismos de rastreamento de agressores e difamadores virtuais, por meio de um número de registro de computadores e redes na internet, chamado endereço I.P., que permite a identificação de qualquer atividade virtual. O ideal então, é que a vítima busque uma orientação jurídica para saber especificamente quais medidas devem ser tomadas. 

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