Nos últimos meses e, principalmente, no mês de agosto de 2020 o preço dos alimentos chamou atenção da população. O arroz - alimento essencial na mesa de um brasileiro - sofreu uma forte alta em seu preço, o que normalmente custava em torno de R$ 15,00, hoje pode ser encontrado em alguns lugares a R$ 40,00, ou seja, mais que o dobro do que era pago antes. 

Nas redes sociais, a disparada do preço do arroz e também de outros alimentos que compõem o prato do brasileiro como o feijão, rendeu inúmeros memes. Mas ao mesmo tempo, despertou dúvidas: com a alta dos preços desses alimentos,  o que o consumidor pode fazer a respeito ?

Antes de responder é preciso compreender que a causa deste problema se encontra na pandemia do COVID-19, uma vez que ela influenciou diretamente no aumento da demanda tanto no mercado internacional quanto no mercado nacional.  

Em outras palavras, ocorreu um interesse maior nos últimos meses pelo arroz, no âmbito nacional, por ser um alimento de fácil preparo e acessível - já que muitas pessoas tem passado por problemas financeiros decorrente da crise econômica - e, na esfera internacional, porque houve uma desvalorização do real, isto é, se é produzido em real e o real está desvalorizado, quer dizer que é muito mais barato para comprar no exterior. Logo, gerou um interesse por produtos brasileiros e, entre eles, o arroz. 

No entanto, para os consumidores finais essa explicação fica até em segundo plano diante da falta que esse alimento e muitos outros podem fazer na mesa de muitas famílias ao redor do país. E, mesmo assim, pode vir a existir um comportamento  desleal do fornecedor em sua relação ao consumidor, no sentido de aumentar ainda mais o valor desses alimentos. 

Nesse sentido, o consumidor deve ficar atento aqueles preços que podem configurar abusividade, isto é, aumentos injustificados de preços em itens da cesta básica. Em São Paulo, por exemplo, o Procon notificou 87 supermercados em apenas dois dias de fiscalização, na operação “Preço nas Alturas” que tem como objetivo evitar tais práticas abusivas. 

Mas vale lembrar que o fornecedor tem a possibilidade de readequar os preços de seus produtos, inclusive diante da alta da inflação. Contudo, o que não pode é aproveitar da situação de vulnerabilidade do consumidor para aumentar ainda mais os valores dos produtos. 

Então, diante de uma situação na qual o consumidor consiga perceber as práticas abusivas dos estabelecimentos que estão com preços altos, poderá realizar uma denuncia no site do Procon do referido Estado, indicando o endereço ou site do estabelecimento denunciado.