O Pix é o novo meio digital de pagar, transferir e receber desenvolvido pelo Banco Central e, diferentemente das formas tradicionais, com o Pix as transações poderão ser realizadas a qualquer momento e a qualquer hora, inclusive finais de semana e nos feriados. 

Nesse sentido, o Pix é basicamente uma funcionalidade criada com o objetivo de facilitar e tornar mais ágil as transações sendo praticamente instantâneas (cerca de 10 segundos) e, para obtê-lo, é preciso criar uma “chave Pix” que representará o endereço da sua conta. 

Com a sua “chave Pix” você não vai mais precisar passar os números de agência e conta para receber pagamentos, basta o seu dado cadastrado como “chave Pix”. Então, em uma urgência envolvendo algum parente ou amigo de outra localidade na madrugada de um domingo, por exemplo, bastaria enviar um Pix, não sendo necessário todos os dados que normalmente utilizamos como agência, conta e CPF.  

Mas nem tudo são flores, essa funcionalidade apresenta algumas questões que merecem ser levantadas. A primeira delas é que o Brasil é um país que não possui uma infraestrutura de ponta, na qual muitas pessoas ainda nem acesso a internet possuem e um outro questionamento é no que tange a segurança.

No dia 05 de outubro de 2020, em meio ao início do cadastro da “chave Pix”, muitos usuários reclamaram de instabilidade para realizarem as transações. Daí surgiu o questionamento, seria o Pix um meio seguro para realizar suas transações?

Segundo o Banco Central, o Pix é seguro porque tanto as operações de registro como as alterações nas chaves Pix, são realizadas por meio de mensagens assinadas digitalmente pela instituição emissora e são enviadas em um canal criptografado, ou seja, possui um mecanismo que impede que cibercriminosos consigam interceptar as informações enquanto elas estão sendo enviada de um lugar para outro.  

Mas há riscos, por exemplo, no caso de um criminoso assumir a identidade de uma outra pessoa - o consumidor - e receber valores que seriam dessa pessoa ou até mesmo, fazer transferências em seu nome. Isso porque, ao mesmo tempo que a “chave Pix” substitui vários dados que seriam inseridos normalmente, justamente com a finalidade de dar rapidez a operação, ela é um dado que pode ser facilmente acessado. O CPF, por exemplo, é um dado que muitas pessoas informam em lojas de roupas, farmácias, entre outros estabelecimentos. 

Por fim, o Pix é uma funcionalidade para tornar mais ágil algumas operações e facilitar o cotidiano das pessoas. Mas apesar da boa ideia, o Pix também possui alguns problemas que merecem a atenção e cuidado de todos.