Com a utilização mais recorrente da internet e das redes sociais, os golpes financeiros ficaram ainda mais comuns, e acabam muitas vezes facilitados pela ampla possibilidade de acesso de dados e informações por simples consulta a site de buscas.

É o que ocorre, por exemplo, com os golpes relacionados a obtenção de empréstimos pessoais, que já ocorriam por meio de ligações telefônicas, e agora acabam tendo como instrumento o uso de aplicativos de mensagens, como o WhatsApp e o Telegram.

Um dos golpes mais conhecidos é aquele em que a pessoa é estimulada a realizar um depósito prévio de valores para fins de pagamento de “taxas administrativas” do empréstimo. Nesse caso, o indivíduo, na esperança de ter acesso ao crédito de que precisa, acaba pagando a taxa e não recebendo qualquer empréstimo. 

Também é comum o roubo de dados a partir da promessa de empréstimo. A pessoa, ao preencher formulários falsos, acaba fornecendo dados financeiros acreditando que obterá o empréstimo, quando, em verdade, foi vítima de um golpe. 

Para se evitar esse tipo de golpe é necessário que se tenha atenção ao tipo de estabelecimento procurado, na medida em que as instituições que estão autorizadas por lei a conceder empréstimos possuem uma série de registros e autorizações públicas para atuarem nesse ramo. 

Dessa forma, se a empresa não é conhecida, o ideal é evitar qualquer tipo de negociação, principalmente se as condições do empréstimo são pouco rigorosas quando comparadas com outras instituições de crédito (como, por exemplo, oferecer crédito para pessoa com restrição no SPC ou SERASA sem qualquer tipo de garantia de posterior pagamento).

Também é importante que a pessoa se certifique de que os meios de fornecimento de dados são seguros. O ideal sempre será não passar qualquer informação de forma não presencial, por aplicativos ou telefone. 

No caso em que a pessoa perceba que acabou caindo em um golpe dessa natureza, é indispensável o imediato registro de boletim de ocorrência, já que o ato caracteriza crime. Nesta situação, a vítima precisa se dirigir a uma delegacia, apresentando todos os elementos de prova possíveis como, por exemplo, mensagens trocadas, recibos de pagamentos, entre outros. 

Esse mesmo registro pode ser feito diretamente no PROCON, para que o órgão possa providenciar as medidas necessárias para evitar novos golpes pela mesma empresa, o que também pode ser evitado por meio de divulgação na internet sobre o golpe sofrido.

Infelizmente, nenhuma dessas medidas garante que a vítima terá o seu dinheiro de volta, pois nem sempre é possível se identificar as pessoas por trás desses golpes. Por isso, o melhor cenário sempre será ter cautela nesse tipo de operação, desconfiando de qualquer promessa que pareça ser boa demais para ser verdade.