Com o isolamento social e o fechamento temporário da grande maioria dos estabelecimentos comerciais, o consumidor, que já usava esse meio de aquisição de produtos, aderiu, de forma definitiva, às compras pela internet.

 

Dados divulgados pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (“ABCOMM”) no Portal Isto É Dinheiro indicam que o aumento das vendas on-line durante o período de quarentena foi de cerca de 40%, o que foi acompanhado pelo aumento de empresas que optaram por utilizar plataformas digitais como meio de venda.

 

Em razão do uso desse novo formato de compras, para muitos ainda desconhecido, é necessário que consumidores e fornecedores estejam atentos a possíveis golpes e redobrem seus cuidados, principalmente no fornecimento de dados pessoais como, por exemplo, número de cartões de crédito.

 

Um ponto de atenção neste tipo de compra está justamente na plataforma utilizada pelo consumidor. Com a possibilidade de que terceiros usem dados equivocadamente inseridos em sites, é importante que o comprador se assegure da confiabilidade da plataforma usada para a compra.

 

Nesse sentido, é sempre recomendável que a compra seja realizada em site de lojas já conhecidas do consumidor ou que possuam credibilidade na internet. Também é importante que a compra seja feita diretamente no site, sem o uso de link enviados por e-mail, que podem dirigir o consumidor para plataformas falsas ou não seguras.

 

A compra pela internet não exime o vendedor de fornecer a nota fiscal dos produtos, o que é essencial, inclusive, para o caso de eventual troca do bem. Assim, sempre é recomendável que a compra seja feita em sites em que seja disponibilizada a nota fiscal do bem adquirido.

 

Pode ser importante ainda observar se o estabelecimento disponibiliza formas diretas de comunicação durante a compra on-line. Muitos sites dispõem de chats e canais de comunicação por telefone em que o consumidor pode obter o suporte imediato, caso a sua compra passe por qualquer problema.

 

Lembrando que, conforme regras do Código de Defesa do Consumidor, em qualquer compra realizada fora do estabelecimento comercial (o que inclui tanto plataformas digitais, como telefone), o comprador tem o prazo de sete dias para o exercício do direito de arrependimento.

Nesse caso, não há a necessidade de que o produto apresente qualquer falha ou defeito. Basta que o consumidor não tenha mais interesse na compra ou entenda que o produto não atendeu as suas expectativas para que a devolução seja possível, cabendo, apenas, a observância do prazo legal de sete dias úteis.