Venho lendo artigos sobre o que muda com o coronavirus em relação a relação de emprego. Mais precisamente falando sobre o uso do Home-office. No Whatsapp, está rolando um “vídeo” que na verdade é um áudio com uma foto de uma pessoa, falando sobre o fato de que muitas pessoas estão perguntando “Quando é que isso tudo voltará ao normal? “

Pois é, a fala desse rapaz é correta até um ponto. Bom, ele fala que algumas empresas reduziram seus custos e que vem observando um crescimento em suas atividades e consequentemente em seus lucros, diz sobre lojas, lanchonetes e restaurantes que faziam apenas o atendimento presencial e que passaram a fazer delivery, ter atendimento virtual, e passaram ater lucros maiores do que os que vinham tendo anteriormente.

Sim, muito correta essa observação do rapaz, mas o erro dele é quando ele chega e fala “Essas empresas não voltarão ao normal! “ Engana-se o rapaz em falar isso, mas entendo o pensamento dele pois essas empresas, independentemente de seu tamanho, não voltarão à realidade que tinham antes dessa pandemia. Afinal, reduziram seus custos de operação e aumentaram lucro. Quem seria tão cabeça dura de ver que uma mudança deu certo, mesmo em momentos de crise, e que decide voltar ao modelo antigo?

Bom, estou aproveitando essa quarentena para avançar nos cursos que eu sempre queria fazer e nunca tinha tempo para tirar do ambiente da vontade. São 5 cursos inicialmente, sendo que 2 eu já terminei. Como estou na LLM em Direito: Compliance na FGV e esse curso tem um módulo online que podemos escolher, dentre uma lista de cursos, escolhi o Direito para Startups. O curso define o que é uma Startup, o ambiente onde ela é criada, os problemas que elas vêm para resolver, dentre outras particularidades desse tipo de negócio, mas evidenciando a aplicação da tecnologia como aliada em seu modelo de negócio, possibilitando a resolução do problema e a escalabilidade do negócio.

Dito isso, voltamos ao home-office. O que é o Home-office se não a utilização da tecnologia como aliada para a resolução do problema e escalabilidade do negócio? Pois é, chegamos aqui a uma hora que tenho que falar da revolução 4.0 e isso não é exatamente para os que viraram quarentões, apesar de que nós quarentões (e quarentonas, nossa língua engloba as mulheres quando no plural e no masculino) somos ótimos na adaptação. Afinal, quando nascemos, não existia nada da tecnologia que existe hoje, não como é aplicada hoje. Nos adaptamos à internet (discada), depois ao celular (tijolo), aí veio a internet banda larga, os smartphones, internet das coisas e muito mais tecnologia que não citei, mas que apesar de estar escrevendo pelo meu computador e não o ter mencionado, estão facilitando nossas vidas.

Pois é, a revolução 4.0, prega a utilização da tecnologia para a resolução dos problemas e escalabilidade do negócio. Essa revolução estava sendo postergada pois vem de maneira disruptiva e quando falamos de disrupção, não estamos muito abertos a isso. Mas o que é disrupção? Disrupção é interrupção do curso normal de um processo. Nós estamos acomodados a um processo onde acordamos, nos arrumamos, nem sempre tomamos o café da manhã e vamos para o trabalho.

Recebemos como “benefício”, o vale transporte. Para levar algumas horas por dia se sentindo sardinha enlatada nos caminhões adaptados para transportar pessoas, algumas sentadas e muitas em pé. Outros pegam seus carros e vão ficar parados nos engarrafamentos causados por muitos carros que levam apenas o motorista. Eu mesmo, coloco até em meu LinkedIn que faço o possível para usar a minha bicicleta como meio de transporte. Mas enfrento várias restrições por isso. Não cabe citá-las aqui pois o que quero enfatizar é a perda de tempo que temos e o gasto que temos apenas para nos deslocar até um local para fazer o que podemos fazer do computador de casa.

O home-office virou o normal para muitas empresas, tarde, pois muito já poderia ser ganho se essas tecnologias que já estão aí há anos fosse usada pelas empresas como forma de facilitar a resolução dos problemas e aumentar a escalabilidade das empresas. Aproveitem esse momento especial para eliminar a aversão às mudanças e favoreça a disrupção. É hora de crescermos na crise. Quem mudar o seu normal, sairá mais forte dessa pandemia. Lembrem-se que nem pra comer nós precisamos cozinhar ou sair de casa.