Após a Reforma Trabalhista os debates nesta área não diminuíram. Seria mais apropriado ressaltar a tendência que já existe há anos de que novas mudanças despontem puxadas por alterações legislativas e mudanças nos entendimentos dos tribunais.

Destaco esta área, pois os atuais debates mostram críticas ao cerne do direito trabalhista e ameaças à própria existência da Justiça Trabalhista. Porém, ainda que os debates interessem profundamente os juristas, a parte prática deste alvoroço em torno destas questões é a instabilidade causada e a necessidade de atenção constante que devem ter tanto os operadores do direito quanto os empregadores, responsáveis pelo correto pagamento das verbas trabalhistas.
 
Pode parecer óbvio para aqueles acostumados com o contencioso trabalhista a necessidade de estar atento às decisões dos Tribunais e às inovações legislativas. Inclusive, tal necessidade é incutida na mente dos estudantes de direito já nos primeiros anos de faculdade. Porém o foco no contencioso e na diminuição dos prejuízos na fase processual pode ser considerada uma postura antiquada e incompatível com o mercado.
 
A gestão de riscos empresariais passa, obviamente, pelas relações de trabalho. Medidas preventivas nesta área já vem sendo adotadas há anos pelas empresas e nos últimos anos se mostram cada vez mais SISTEMATIZADAS com o advento dos setores de compliance. Porém, os desafios não param de surgir. Com a sinalização da possibilidade das reformas de 2017 serem aprofundadas os profissionais responsáveis pela gestão de pessoas devem se manter em atualização constante e MAIS devem estar afinados com tendências que já vem se consolidando a anos, como o uso de métodos extrajudiciais para solução conflitos, mesmo na área trabalhista, e profissionais cada vez mais qualificados sendo contratados pelas grandes empresas.
 
Os desafios aqui citados apenas arranham o mundo riquíssimo que é o Direito Trabalhista, mas por hora fica a conclusão de que o Direito Trabalhista representa uma área crítica para o empresariado e para os advogados.
 
Sem entrar em questões valorativas, destaco que as normas trabalhistas devem ser cumpridas e representam garantias fundamentais. O empresário e o operador do direito devem estar atentos a isso e se equipar para não serem surpreendidos no fervor de decisões e leis e continuarem exercendo com excelência suas funções na sociedade.