Recentemente está sendo discutido no Congresso Nacional a aprovação de uma reforma política que seja aplicável já para as próximas eleições de 2018 e, entre as mudanças sugeridas, está o chamado “distritão”, ainda pouco conhecido de todos.

Atualmente, são dois os formatos existentes para a escolha de candidatos aos cargos públicos: o sistema majoritário e o sistema proporcional. Enquanto para os cargos do Executivo (Presidente, Governadores e Prefeitos) e de Senador, os candidatos são escolhidos pelo sistema majoritário, os demais cargos do Legislativo (Deputados Federais, Deputados Estaduais e Vereadores) são preenchidos pelo sistema proporcional.

No sistema majoritário, é eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos apurados, independentemente da legenda partidária a qual esteja filiado. Para os locais com menos de duzentos mil eleitores, basta que seja obtida a maioria simples (maioria dos votos), enquanto nos locais com número maior de eleitores, deve ser obtida a maioria absoluta (50% + 1) que, acaso não alcançada, determina a realização de 2º turno.

Já no sistema proporcional, para se saber se determinado candidato foi ou não eleito, é necessário se realizar um cálculo, que soma o número de votos de todos os candidatos e da própria legenda do partido, sendo que este número será dividido pelo total de vagas existentes para preenchimento.

Hoje, a crítica que se faz a esse modelo é que nem sempre os candidatos com maior número de votos será aquele que preencherá a vaga, pois, como o voto é do partido, este tem o poder de escolher os seus representantes. Um dos grandes exemplos ocorreu com a eleição do candidato Tiririca, que por sua popularidade acabou sendo eleito com um número considerável de votos, levando mais alguns candidatos com ele para o Congresso.

O distritão busca acabar com esse tipo de problema, assim como aproximar a população de seu candidato, já que é eleito para a vaga o candidato com maior número de votos no Estado ou Município, como ocorre hoje com os Senadores. Desse modo, são eleitos apenas aqueles candidatos conhecidos pela população, não sendo mais permitido que o partido escolha candidatos com menos votos, mas preferidos pela legenda.

A proposta ainda está em discussão e parece que não será aprovada com tanta facilidade, já que muitos partidos são contrários a uma menor possibilidade de manejo dos candidatos que ocuparão as vagas por meio de sua legenda.