A prática de doping, derivada do termo “dopagem”, consiste na utilização de medicamentos e substâncias químicas diversas por atletas com o objetivo de aumentar o seu desempenho físico, sendo, por isso, proibida na maioria das competições esportivas.

Para que se identifique o uso desse tipo de substância, é comum a realização de exames clínicos em atletas previamente à realização de competições esportivas, os chamados “exames antidoping”, que podem ocorrer, inclusive, sem aviso ao indivíduo (ou de surpresa).

Considerando que as modalidades esportivas oficiais são, em sua maioria, verdadeiras profissões, em alguns casos até mesmo financiadas com recursos públicos (bolsas do Governo para estimular o esporte nacional), a prática de doping é fiscalizada por uma agência internacional, a Agência Mundial Antidoping, que determina quais são os medicamentos de uso proibido.

A prática de doping, em si, não consiste em crime ou qualquer infração específica, mas possui consequências jurídicas, na medida em que pode alterar resultados de competições esportivas, já que os atletas que utilizam medicamentos de natureza proibida podem apresentar vantagem em relação aos demais competidores, simulando resultados.

Exemplo disso ocorreu recentemente com as investigações realizadas a partir de denúncias do Laboratório Antidoping da Rússia, em que vários atletas do país foram impedidos de participar das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. No início deste ano, também em razão do uso de doping, algumas medalhas tiveram que ser redistribuídas para os atletas prejudicados.

Embora ainda não exista uma unificação das possíveis sanções aos atletas envolvidos, principalmente por envolver a soberania dos países, é possível verificar um esforço conjunto das nações para evitar esse tipo de prática, seja com a punição disciplinar de atletas, impedidos de participarem de competições, seja com a revisão de resultados de competições alterados por essa prática.