O plano verão foi um plano econômico criado em 1989 que alterou a forma de atualização dos valores havidos em cadernetas de poupança. Essa atualização de rendimentos, que antes era feita com base no rendimento acumulado do IPC (Índice de Preço ao Consumidor) passou a ser feita com base nas Letras Financeiras do Tesouro (LFT), o que acabou acarretando diversos prejuízos aos consumidores desses serviços bancários.

Todos os consumidores que possuíam caderneta de poupança com aniversário entre 1º a 15 de janeiro de 1989 e que tenham mantido saldo nesta conta até fevereiro de 1989 são possíveis beneficiários de rendimentos relacionados ao plano verão.

Para que o consumidor fosse ressarcido dessas perdas, era necessário ajuizar uma ação judicial em face do banco que mantinha a sua caderneta de poupança. No entanto, como o prazo para que estas ações fossem propostas já prescreveu, é possível que o consumidor se beneficie de eventual ação judicial coletiva proposta contra esta instituição bancária, requerendo a sua habilitação como interessado no processo.

Porém, é necessário que o consumidor fique atento, pois muitas destas ações já tiveram decisão judicial definitiva e devem, por isso, ser executadas o quanto antes. Em regra, o prazo para a execução é de cinco anos.

Para o ingresso nessa ação é indispensável a contratação de um advogado, mas o Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) também presta informações relevantes sobre a matéria, inclusive auxiliando no esclarecimento de dúvidas sobre a possibilidade ou não de receber esses recursos.