Mesmo em períodos de pandemia, em que o dinheiro está mais curto, o e-commerce cresceu de forma assustadora no ano de 2020, é o que mostra um estudo realizado pelo movimento Compre&Confie em parceria com ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico).

Segundo o estudo, as compras aumentaram 56,8% no período de janeiro a agosto em relação ao ano de 2019, isso mostra que por conta da quarentena os brasileiros estão comprando muito mais pela internet.

Isso se deve ao fato que as pessoas estão mais tempo em casa, pois não podem sair por conta dessa doença que aflige todos nós e acabam tratando sua ansiedade com compras online, porém existe algumas regras que as lojas devem respeitar, devendo informar de forma clara a oferta ao consumidor.

Segundo o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, a informação deve ser clara e ostensiva, ou seja, o consumidor deve ser informado de tudo sobre o produto, tais como preço à vista ou parcelado, isso inclui taxas, juros, impostos, frete, quantidades, peso, qualidade, características que o produto é feito, modo de manuseio, riscos, danos que o produto pode causar e qualquer outra informação que possa ser de suma importância para o uso do produto ou serviço.

Ocorre que, quem nunca se deparou com vitrines que têm vários produtos, mas nenhum preço, e você tem que entrar na loja para saber o valor ou esperar o vendedor chegar até você, isso realmente é muito frustrante para o consumidor, pois ele passa pela loja, observa o produto, cria o desejo, mas não sabe se cabe no seu orçamento. Essa prática é abusiva por parte das lojas, mas infelizmente é muito comum.

Um problema ainda maior é no comércio eletrônico, pois existem milhares de ofertas sem qualquer informação e o vendedor exige que o consumidor entre em contato com via direct para a entrega do valor, essa prática é ilegal por parte dos lojistas, por mais que seja um comércio eletrônico e mais informal, têm leis que devem ser seguidas, a principal delas é Código de Proteção e Defesa do Consumidor, que afirma essa prática ser abusiva.

O que fazer numa situação dessas

· Caso o lojista queira somente entregar o valor do produto ou serviço pelo direct, o consumidor deve entrar em contato com o PROCON de sua região e informar do ocorrido. O PROCON entrará em contato com a empresa e se verificar a veracidade dos fatos poderá aplicar uma multa ao lojista e a empresa deverá se comprometer a entrar em conformidade com a lei.

Somente desse modo poderemos ter uma sociedade mais saudável e que respeite o consumidor.

· Ainda assim, caso o lojista coloque o preço do produto, porém não deixe de forma clara alguma informação e só revele a informação pelo direct, essa prática também é vedada pelo Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Um bom exemplo seria no caso de uma roupa em que a loja coloca o preço, mas não especifica os tamanhos e medidas.

· Outro bom exemplo seria no caso de venda de produtos alimentícios, onde o lojista coloca o preço, a marca, porém não informa as quantidades e os pesos, em ambos os casos são situações que não podem acontecer, caso ocorra o consumidor deve informar a situação ao PROCON.

Ainda assim, se não conseguir resolver o problema, o consumidor deve entrar em contato com um advogado de sua confiança para resolução do problema de forma rápida e eficaz.

Isso é um alerta ao consumidor, para fazer valer seus direitos e ter um consumo mais consciente e saudável, nós queremos ser respeitados pelos comerciantes, então devemos fazer valor aos nossos direitos e lutar para que eles sejam efetivamente cumpridos.

Gostou da informação? Curti, comenta e compartilha com quem necessita dessa informação.