cirurgia reparadora pós bariátrica é o procedimento que corrige excessos de pele e deformidades que afetam a silhueta da pessoa que fez redução de estômago recentemente. 

Contudo, os planos de saúde costumam tratar esse tipo de cirurgia como sendo para fins estéticos e negam o pedido de cobertura feito pelo paciente. Mas será que essa negativa é legal? Acompanhe o conteúdo e descubra!

O que é a cirurgia reparadora pós bariátrica

O paciente diagnosticado com obesidade mórbida que não conseguiu mudar seu quadro de saúde por outros meios, poderá receber encaminhamento para realização de cirurgia bariátrica. 

Essa cirurgia resulta em grande perda de peso de forma rápida, daí a necessidade de uma 2º cirurgia que vai reparar os excessos de pele que se concentram em várias partes do corpo. 

O excesso de pele pode atrapalhar a locomoção, causas infecções (como a intertrigo, que é uma doença que ocorre pelo atrito de pele onde há proliferação de bactérias e fungos do gênero dermatófito) e demais questões que afetam a qualidade de vida do paciente.

Geralmente as partes do corpo que precisam ser operadas são o abdômen, mamas, pernas e braços.

Ainda, há casos em que também é preciso fazer a remoção de excesso de pele do pescoço, bochechas e olhos — quando o paciente emagrece demais.

Solicitando a cirurgia reparadora pós bariátrica ao plano de saúde

Todo procedimento passível de autorização pelo plano de saúde deve ter sido indicado pelo profissional que acompanha o prontuário do paciente. No caso da cirurgia reparadora, não é diferente. 

Normalmente, o mesmo médico que indicou a cirurgia bariátrica vai indicar a reparadora em seguida, pois os dois métodos tendem a ser complementares. 

É importante que no pedido contenha a descrição exata das partes do corpo que precisam ser reparadas. Posteriormente, será possível protocolar a solicitação de cobertura junto ao plano de saúde. 

O que fazer se o plano de saúde recusou a cobertura da cirurgia

Conforme já mencionado, os planos de saúde podem alegar que a cirurgia reparadora é estética e por isso, negam a cobertura. 

Apesar disso, a Justiça entende que o procedimento é uma continuidade do tratamento de obesidade mórbida, e que por haver indicação médica, deverá ser realizado. 

Para que isso aconteça, o paciente pode recorrer judicialmente e protocolar uma ação contra o plano. O apoio jurídico de um especialista em direito à saúde será um diferencial.